inscrições abertas – aqui.

inscrições abertas – aqui.

em “domador de sonhos” podem ver
Infracções - design de Luísa Coder e José Russell / texto de Bárbara Coutinho
Tarot discordiano – projecto de Manuel Almeida e Sousa
Possibilidades de la Performance en España y Portugal – texto de: José Luis Campal Fernández
Poemas visuais – por António Gomez
projecto: postais (mail art) – colecção de abdul affi (I parte)
Victor Belém – 50 anos de arte (arquivos de imagem)
Dria e Caim – um texto de alberto augusto
Poeta – de manuel almeida e sousa
3 poemas – a palavra, o paneleiro, o cabrão… por nicolau saião
3 Poemas – canção amargura, ode com o fardo e contemplação em círculos por renato suttana
Louco – por fernando esteves pinto
quatro visuais – de fernando aguiar
2 fábulas – de vergilio alberto vieira
Javier seco – apontamento ilustrado da obra
Receitas – por -João Daniel (poeta bêbado e sportinguista ao fim-de-semana)
Mandrágora em ArteserieS – Faro 9 de maio de 2009 – sequência de imagens/foto-performance – acção de bruno vilão e gonçalo mattos
Mandrágora homenagem a Mário Cesariny – faro 6 de junho de 2009 (sequência de imagens) acção de Gonçalo Mattos – apoio m. almeida e sousa
Esta edição está também disponível em formato PDF nesta página
envia-nos 5 euros e receberás uma bicicleta (via correios) – uma bicicleta 5 euros com oferta de um número antigo desta grande revista KULTURAL QB.
cheque em nome de Mandrágora
enviado para:
M. A. Sousa
Apartado 2065
2750 Cascais
(promoção válida para a União Europeia – outros países 7 Euros)
não esquecer indicação de nome e endereço postal
A aquisição desta revista é uma boa forma de apoiar esta associação cultural!… Mandrágora está disponível para enviar volumes de 10 exemplares dos vários números da sua revista para distribuição e divulgação
No 30º aniversário de Mandrágora
entrevistas com Manuel Almeida e Sousa e Bruno Vilão (documento PDF) baixar aqui
Mandrágora?…
sobre a razão de Mandrágora responde Manuel Almeida e Sousa: – “A razão é outra e é louca” diria o poeta António Maria Lisboa.
E a razão, pode dizer-se, é o símbolo e o signo. (refiro-me à razão do nome) porque a Mandrágora – a planta Mandrágora Officinarum, que outros conhecem pelos nomes vulgares de Berenjenilha ou Uva de Mouro (Atropa Mandrágora) cresce na península ibérica, em bosques sombrios, junto às correntes de água e em sitios misteriosos onde nunca penetra o Sol. A sua raíz é grossa, longa e esbranquiçada,
por vezes dividida em duas partes.
Uma porção de folhas ovais e onduladas rodeia a raiz e estende-se em círculo pelo solo.
O seu fruto, semelhante a uma pequena maçã, produz um odor desagradável assim como toda a planta.
Os camponeses conhecem, ainda que por tradição, o terror que só o nome desta planta despertava nos seus antepassados.
Para eles era um vegetal que tinha algo de Humano e as obras de magia indicavam-na como algo excepcional a que é forçoso dispensar culto.
Teofrasto disse dela: árvore com cara de homem. A Mandrágora entrava na composição dos “Filtros”, dos “Malefícios” e em diferentes receitas de feiticeiros.
Quando a arrancavam da terra, diziam que o homenzinho encerrado nela lançava gritos horríveis e gemidos agudos. Era preciso colhê-la, debaixo de uma forca, após ritos estranhos. Os concílios da ICAR, ocuparam-se sempre deste assunto…
e o nome da planta figura na maior parte dos processos da Inquisição… A razão, outra, prende-se com uma palavra que nos é cara: criatividade. Voltando a António Maria Lisboa – “a criatividade e a espontaneidade irrompem espontaneamente ou não irrompem”… E nós estávamos nesse processo.
Havia que romper com o peso de uma cultura que se estava a impor, a que espelhava um novo autoritarismo crescente… os criadores / operadores estéticos (que se juntavam à mesa de café) queriam mais… A “treta” da “arte ao serviço do povo”, era algo que não fazia sentido – éramos a geração de Maio de 68, do “é proibido proibir”, do “exigimos o impossível”…
O somatório de tudo isto, levou-nos à construção de um caminho e esse caminho à porta do notário onde subscrevemos uma escritura.
Tudo teve lugar no ano de 1979 (fim de década – não por acaso, nada é por acaso. Ou talvez sim…), e também mês de Novembro (o das bruxas, dizem) o da revolta. Não Outubro (o da revolução…).
De saída (do cartório) a planta foi cuidadosamente colocada no vaso e… floresceu.
Daí se infere que Mandrágora está impregnada de rituais, de ligações… e logo, de um espírito colectivo libertador – criamos em liberdade – sempre e por princípio… cultivamos a velha tradição das vanguardas do século que ora terminou e, sempre, libertos de cânones.
performance em ArteserieS de gonçalo mattos em faro no passado dia 6 de junho de 2009 – instituto português da juventude. acção homenagem a mário cesariny de vasconcelos, um dos poetas de referência desta associação cultural fundada em Cascais no ano de 1979.
imagem e montagem de adão contreiras
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny
uma performance de mandrágora para mário cesariny de vasconcelos – com gonçalo mattos e manuel almeida e sousa
Acção de Manuel Almeida e Sousa, Bruno Vilão e Gonçalo Mattos – Mandrágora em Faro
A visão de Adão Contreiras
ArteserieS – Faro 9 de Maio de 2009
A acção performativa de Mandrágora com: (Por ordem de entrada em cena) Gonçalo Mattos, M. Almeida e Sousa e Bruno Vilão.
A acção é de Gonçalo e Bruno, as vocalizações e som base de Manuel
Projecto de Mandrágora
Acções de Mandrágora e de Fernando Aguiar (9 de maio de 2009) – Instituto Português da Juventude – Faro
Performance de Bruno Vilão e Gonçalo Mattos

















Acção de Fernando Aguiar



acção de Manuel de Almeida e Sousa





resolvi ir até Faro (Algarve) dar uma olhadela a uma cena que se chama "ArteSerieS"... prometo não demorar. a minha bicicleta nunca me traiu. o que é isso da "ArteSerieS"?... eu também não sei. vou ver e, depois conto. só sei que é dia 9 de maio. que entra pela noite dentro e, que tudo se passa no Instituto Português da Juventude de Faro.
A nossa comunicação apresentada pelo nosso associado Manuel Almeida e Sousa

manuel almeida e sousa apresentando mandrágora em edita 09 - Punta Umbria (Espanha). Foi um orgulho para o colectivo "mandrágora" a atribuição do prémio EDITA (deste ano) a este nosso colaborador e associado desde a 1ª hora
IN HOC SIGNO VINCES
vai para muito tempo
pensamos
porque não fazer coisas compostas unicamente por imagens geniais?
porque não fazer coisas compostas unicamente por imagens que os outros não se atrevem?
porque não?
porque não romper com o mundo de hoje e gritar a independência
a sonolencia a imagética sobrevivencia
ainda que ninguém nos entenda
é que afinal
nós sempre entendemos
ainda que ninguém esteja interessado nisso
é que meus senhores minhas senhoras
nós sempre estivemos interessados
e
desinteressados por aquilo que é do interesse das maiorias uma vez que
nunca fomos conquistadores de prémios
nunca tivemos vagar para isso nem sequer
para muito mais
prémios em espécie – galinhas, pacotes de arroz, rebuçados de mel e alcaçuz, puloveres e guarda-chuvas
enfim
o que cria o belo horror nos corações
nos vossos coraçõezinhos sofredores
ou vos faz rir como soldadinhos em manobras
raios e coriscos
que é
o que está agora na moda e nos romances sentimentais
(pausa)
as nossas imagens são as outras
as malandrecas
elas incomodam?
a nós nem por isso
depois
construímos o fim para melhor entender o início
e
mergulhámos no balde do abjeccionismo
na poesia que rompe com os espaços correctos
e
se abre ao insurrecto ao tempo provecto
vai para muito tempo
pensamos
porque não fazer coisas compostas unicamente pelas imagens de poemas geniais?
perdemos 30 minutos à mesa de um café
ganhámos 30 anos de vida activa
construímos espaços sem espaço
construímos bicicletas de papel
bebemos chá de mandrágora do cantil de um velho feiticeiro
pedalámos no nosso velocípede
sem necessidade de furar a câmara de ar dos outros concorrentes
vai para muito tempo
pensamos
porque não construir imagens decompostas sobrepostas penduradas no quotidiano?
é que
há automóveis negros nos nossos maus pensamentos
e
respirações cobertas de papeis humedecidos por manhãs inesquecíveis e que jamias poderemos recordar
faço-me entender?
Então vão lá em paz
tenham bons sonhos
e já agora
não gritem muito no momento de rebentar
e
para finalizar uma perguntinha:
como se chamava o vosso gato, o vosso tio, o vosso antigo professor?
Se a resposta for a que todos esperam, bem podeis protestar, não tendes safa
e
de novo, que durmam todos bem e sem animais monstruosos a esperar-vos à entrada de casa quando lá chegarem depois deste maravilhoso discurso!
Projecto da Associação de Artistas Plásticos do Algarve AAPA e de Mandrágora.

acções performativas de mandrágora e fernando aguiar
a acção de MandrágorA – panteão nacional – lisboa – sábado 10 de janeiro – 2009
começou assim:
depois…
& a seguir…
e finalmente…
projecto MandrágorA – colectivo: Bruno Vilão, Gonçalo Mattos e M. Almeida e Sousa. Colaboração e participação musical de “Imago Ensemble”
CICLO INTERNACIONAL DE PERFORMANCE
do 2º ENCONTRO DE ARTE GLOBAL
No próximo dia 12 de Dezembro tem início no Panteão Nacional o CICLO INTERNACIONAL DE PERFORMANCE do 2º Encontro de Arte Global.
O Encontro de Arte Global tem neste momento patentes no Panteão as exposições de Homenagem a Mário Cesariny e a exposição internacional Mobility, organizada para a Trienal Internacional de Arte de Praga, e que irá proximamente para a Bulgária.
O CICLO INTERNACIONAL DE PERFORMANCE decorrerá até ao dia 17 de Janeiro,
com apresentações no dia 12 e 20 de Dezembro, 10, 16 e 17 de Janeiro.
O CICLO inclui ainda uma Mostra Video que inaugura no dia 20 de Dezembro, e que será apresentada regularmente no Panteão Nacional.
Ainda no âmbito do 2º Encontro de Arte Global, inaugura no dia 10 de Janeiro a Exposição Documental sobre
PERFORM’ARTE – I Encontro Nacional de Performance (1985) e sobre o II ENCONTRO NACIONAL DE INTERVENÇÃO E PERFORMANCE (1988).
Participam no CICLO INTERNACIONAL DE PERFORMANCE cerca de 40 artistas de Portugal, Itália, México, Espanha, França, Suíça, Letónia e do Brasil.
Assim, no dia 12, pelas 16.00 horas, tem início o CICLO INTERNACIONAL DE PERFORMANCE no Panteão Nacional, em Lisboa,
com as performances de Ilgvars Zalan, (Letónia) e de João Silva, Carlos Santos e Paulo Raposo.
ILGVARS ZALANS vai apresentar uma Action-Painting intitulada “Long Journey. Short Reunion”, que faz parte de uma série de acções de rua
ou em espaços abertos que este artista da Letónia tem apresentado em diversos países, entre eles a França, Noruega, Coreia, Finlândia,
Grécia Holanda, etc. chegando agora a Portugal. As suas próximas apresentações vão ser em Singapura, Malásia e no Japão.
Os músicos/performers JOÃO SILVA, CARLOS SANTOS E PAULO RAPOSO vão apresentar num ambiente de penumbra, na cúpula do Panteão,
uma intervenção sonora de escuta profunda e imersão no som de taças e copos de cristal, manipulando 4 colunas altifalantes portáteis,
com sons pré-gravados, criando uma modelação acústica e uma envolvência dinâmica e multidimensional da escuta.
O programa do Ciclo de Performance é o seguinte:
DEZEMBRO
Dia 12 / Sexta
16.00 horas
- ILGVARS ZALANS (Letónia)
- JOÃO SILVA / CARLOS SANTOS / PAULO RAPOSO (Portugal)
Dia 20 / Sábado
16.00 horas
(Inauguração da Mostra Video)
(com a participação de obras em video de artistas de Portugal,
Canadá, Itália, Uruguai, Alemanha, México, Argentina, Suiça,
Brasil, Espanha, Colômbia e Finlândia)
16.30 horas
- PANCHO LÓPEZ (México)
- ALEJANDRO URANGA (México)
- FERNANDO AGUIAR (Portugal)
JANEIRO
Dia 9 / 6ª Feira
11.00 horas
- FAUSTO GROSSI (Espanha)
(frente ao Parlamento)
Dia 10 / Sábado
16.30 horas
(Inauguração da Exposição Documental sobre
PERFORM’ARTE – I Encontro Nacional de Performance
e II Encontro Nacional de Intervenção e Performance)
17.30 horas
- VALENTIN TORRENS (Espanha)
- MOVIMENTO PRÓ-ROMÂNTICO (Portugal)
- DANIEL DALIGAND (França)
- SZKÁROSI ENDRE (Hungria)
21.30 horas

- FAUSTO GROSSI (Espanha), (passagem do video gravado no Parlamento)
- MANDRÁGORA (Portugal)
- VITOR MÁCULA / NUNO OLIVEIRA / MARGARIDA CHAMBEL (Portugal)
Dia 16 / 6ª Feira
17.30 horas
- NIEVES CORREA (Espanha)
- HANS CLAVIN & GERRIT JAN DE ROOK (Holanda)
- PILAR TALAVERA (Perú)
- LARISSA FERREIRA (Brasil)
21.30 horas
- CARLOS CABRAL NUNES / NUMANÉPA (Portugal)
- EMILIO & FRANCA MORANDI (Itália)
- GÜNTHER & COLETTE RUSH (Suíça)
Dia 17 / Sábado
17.30 horas
- MANUEL PORTELA (Portugal)
- JOÃO SAMÕES (Portugal)
21.30 horas
- JOSÉ OLIVEIRA (Portugal)
- GÜNTHER & COLETTE RUSH / MARINA SALZMANN / ALEXA MONTANI (Suíça)
- CHRIS HALES / COLECTIVO MULTIMÉDIA PERVE (Portugal)

mandrágora estará presente no panteão nacional com uma performance – construção de 1 poema



Esta a nossa forma de estar no plano cultural.
Este o rumo que sempre cultivamos.
Afirmamo-nos enquanto projecto em progresso e processo.
Um “laboratório” experimental de criação aberto e onde se iniciam (têm iniciado) muitos jovens criadores.
está patente em lisboa a exposição que marca os 50 anos de actividade artística de victor belém. o victor é um colaborador – desde a 1ª hora – deste nosso projecto associativo (mandrágora) e autor da capa e contra-capa do último número de “bicicleta”, a nossa revista de KulturA.
se está em lisboa, não perca esta mostra.
acção de m. almeida e sousa e bruno vilão
com: bruno vilão e manuel almeida e sousa