Rosbife_ponto_come_se
estreado em novembro de 2003
actores - bruno vilão, marco ferro, ricardo mestre
responsavel tecnico – miguel matias
texto e encenacao - m. almeida e sousa
sonoridades inspiradas em jorge peixinho - gonçalo caldas

… Ao viver sentimos que cada momento, cada instante, é fugaz. Quando construímos uma acção a partir das nossas vivências, também ela será fugaz, efémera como qualquer acção real. Na proposta tudo passa pela recriação do instante, ou pela sua imagem, a criação de uma acção, sem a intenção de outra coisa que não a acção em si mesma…
uma carta para branca neves perdida no comboio correio

Actores/figuras
Rainha – Rita
Rei & Caçador – Bruno
Príncipe – Marco
Branca Neves – Patrícia
Espírito do Espelho – Joana
Espírito da Floresta – Ricardo
Espaço & Guarda Roupa – Coordenação de Joana
Som – Colectivo Mandrágora
Luz – Coordenação de Miguel
“Uma Carta para Branca Neves…” é um texto criado para a associação cultural Mandrágora
autor & encenador – Manuel Almeida e Sousa
Colectivo Mandrágora: – Bruno Vilão, Joana Sarrazy, Manuel Almeida e Sousa, Marco Ferro, Miguel Matias, Patrícia Ramos. Ricardo Mestre, Rita Penim
A Mandrágora
Para Nicolau Maquiavel (1469-1527), um dos mais penetrantes e lúcidos pensadores políticos da humanidade, o mundo é o que é: – nele convivem maridos estúpidos como Nícias e mulheres virtuosas como Lucrécia, frades devassos como Timóteo, parasitas como Sóstrata e, por que não, jovens honestos como Calímaco.
Personagens centrais de A Mandrágora, eles não compõem apenas um retrato fiel e irónico da sociedade florentina do século XVI. Configuram, acima de tudo, a forma que Maquiavel escolheu para satirizar a corrupção da Itália de sua época e, principalmente, a corrupção da Santa Madre Igreja. Nesta comédia ele ataca os vícios e a imundíce em que seus contemporâneos estavam mergulhados e, da mesma forma como em O Príncipe, escreve uma obra que se mantém tão actual hoje, como há quinhentos anos.
Para mim (Cascais 1947), esta outra A Mandrágora é uma aventura que transporta imagens da obra de Maquiavel para um projecto estético que tem (também ele) por nome Mandrágora.
São as imagens que me interessam, não o discurso dramático. O discurso desta acção vale o que vale. Não é uma obra teatral, tão pouco um poema. É uma “COISA” construída por um “fazedor de coisas” – muito bem acompanhado, aliás, por uma equipa com quem tenho tido o prazer de fazer esta e as outras “coisas” (leia-se projectos anteriores): – a Rita, a Patrícia, o Bruno, o Marco, o Miguel, o Ricardo e agora os que chegaram de novo; a Vera, o outro Bruno (mais jovem) e o Gonçalo. Mais uma acção, portanto, que passa ao lado do que se convencionou chamar teatro. É muito divertido. Dá muito prazer construir estes objectos que vos apresentamos sempre que nos é possível.
Manuel de Almeida e Sousa


