mandrágora

associação cultural fundada em cascais – no ano de 1979

Etiqueta: edições bicicleta

estivemos em EDITA 2018 – punta umbria

by mandragora79

e dissemos:

vai para muito tempo
pensamos
porque não fazer coisas compostas unicamente por imagens geniais?
porque não fazer coisas compostas unicamente por imagens que os outros não se atrevem?
porque não?
porque não romper com o mundo de hoje e gritar a independência
a sonolência a imagética sobrevivência

ainda que ninguém nos entenda

é que afinal
nós sempre entendemos
ainda que ninguém esteja interessado nisso

é que
nós sempre estivemos
interessados
e
desinteressados
por aquilo que é do interesse das maiorias uma vez que
nunca fomos conquistadores de prémios
nunca tivemos vagar para isso

construímos o fim para melhor entender o início
e
mergulhámos no balde do abjeccionismo
na poesia que rompe com os espaços correctos
e
se abre
ao insurrecto
ao tempo provecto

vai para muito tempo
pensamos
porque não fazer coisas compostas unicamente pelas imagens de poemas geniais?
perdemos 30 minutos à mesa de um café
ganhámos 40 anos de vida activa
construímos espaços sem espaço
construímos bicicletas de papel
bebemos chá de mandrágora do cantil de um velho feiticeiro
pedalámos no nosso velocípede

vai para muito tempo
pensamos
porque não construir imagens decompostas sobrepostas penduradas no quotidiano?

e
para finalizar uma pergunta:
como se chamava o vosso gato, o vosso antigo professor?
Se a resposta for a que todos esperam, bem podeis protestar, não tendes safa
e
durmam bem e sem animais monstruosos a esperar-vos à entrada de casa depois deste maravilhoso discurso!

e actuámos assim:

 

e vendemos livros com o joão rafael dionísio:

2018-05-04 16-42-382018-05-04 16-42-562018-05-04 16-43-18

e para o ano, talvez haja mais!?…

lançamento de “bicicleta” e outras edições

by mandragora79

é já no próximo sábado (24 de junho) que nos encontraremos na livraria “Fabula Urbis” pelas 18:00 horas para lançamento das edições de BICICLETA – revista, “poema para word e corrector” de fernando aguiar e “sobre rodas” (textos dramáticos) de m. almeida e sousa

“Fabula Urbis”
R. Augusto Rosa, 27
1100-058 Lisboa
tel. 21 888 50 32

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“bicicleta” em processo de impressão gráfica

by mandragora79

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a nossa revista (a última) está pronta para entrar em processo de impressão gráfica – presentes nesta edição:

– bruno vilão > portugal pag. 2/3
– victor belém > portugal – homenagem pag. 4/5
– fernando aguiar > portugal pag. 6/7
– renato suttana > brasil pag. 8/9
– abreu paxe > angola pag. 10/11
– pere sousa > espanha pag. 12/13
– m. almeida e sousa > portugal pag. 14/15
– jorge vicente > portugal pag. 16/17
– babalith – gravity zero III > portugal pag. 18/19
– augusto garuzzi > brasil pag. 20/21
– edward kulemin > russia pag. 22/23
– álvaro mendonça > portugal pag. 24/25
– maria joão carrilho > portugal pag. 26/27
– javier seco goñi > espanha pag. 28/29
– nuno moura > portugal pag. 30/31
– iris > portugal pag. 32
– francisco soares > angola pag. 33
– raquel zarazaga > espanha pag. 34/35
– rafael dionísio > portugal (na china) pag. 36/37
– felipe zapico > espanha pag. 38/39
– luis meireles > portugal pag. 40/41
– alexandre vilas boas > brasil pag. 42/43
– josé bivar conta sobre vasco câmara pestana > portugal pag. 45/45
– jogos d’arte > projecto “mail art” de mandrágora – catálogo pag. 46/53

do editorial (de bruno vilão)

“Deixa-me pintar os dias da cor mais estranha e saltar de uma palavra para a outra como se não houvesse gravidade e dá-me um guarda-chuva para flutuar quando tiver de cair torna-te temerário e deixa-me torcer a realidade como quem grita e murmura por mais mas dá-me a liberdade para inverter o curso de um dia qualquer um qualquer mesmo mesmo aquele que menos te interessar quero rebentar como um fogo-de-artifício a preto e branco que era o que eu sempre devia ter feito rebentar como um fogo-de-artifício a preto e branco com um estrondo de uma outra ilusão para sussurrar muito baixo eu não quero implodir eu não quero implodir eu não quero implodir para depois gritar bem alto eu quero explodir quero explodir quero explodir e desatar a correr até os músculos estalarem e deixa-me fechar os olhos para ver mais claro do que sempre como naquele dia em que nos desvendámos na escuridão todos os dias me deito sobre mim e todos as noites relembro outonos daqueles cheios de uma neblina de chamas em estalactites a perfurarem os sentidos os mesmo que me obrigam a encenar uma falsa calma à espera de um dia qualquer e todas as noites adormeço apreensivo ao som do bater dos relógios da minha mente deixa-me agora mergulhar numa palavra escrita a magma e incendiar os teus dias como naquele filme sem argumento e sem palavra e sem imagem que é a maior lição da espuma da vida não pensar em argumentos palavras imagens e apenas correr até ficar cansado e beber um copo de gin para matar a sede para depois continuar a correr a correr a correr a correr de um lado para o outro para baixo do sonho onde há astros desalinhados e por mais que corra não sei se sou capaz só quero sonhar mais um pouco para ver como se faz”

nova edição de BICICLETA

by mandragora79

“poema para word e corrector”
de fernando aguiar

capa-aguiar
edição bicicleta
(envios por correio – preço unitário c/ portes 4,00 € – pacotes de 10 exemplares 35,00 €)
edição de 2016/7

FERNANDO AGUIAR Nasceu em Lisboa, em 1956. Autor de 13 livros de poesia, performance, prosa e infantis, 6 antologias poéticas e 10 chapbooks publicados em Portugal, Espanha, Itália, Canadá, Irlanda, U.S.A., Inglaterra, Alemanha e no Brasil. Foi incluído em 87 antologias de literatura contemporânea e colaborou em cerca de 800 jornais e revistas de arte e literatura de 39 países. Trabalhos seus foram publicados nas capas de 43 dessas revistas e em 5 cartazes de exposições internacionais. Realizou 46 exposições individuais em Portugal, Hungria, México, Polónia, Itália, Espanha, Emiratos Árabes Unidos e em Cuba, e participou em inúmeras exposições coletivas de poesia visual, fotografia, pintura, vídeo, instalação e mail-art. Desde 1983 apresentou mais de 200 intervenções e performances poéticas em Portugal, Espanha, França, Hungria, Itália, Canadá, Polónia, México, República Checa, Brasil, Japão, República Eslovaca, U.S.A., Alemanha, Holanda, Colômbia, Macau, Islândia, Hong Kong, Cuba, Turquia, Coreia do Sul, Islândia, Argentina, China e na Suíça. Organizou diversas exposições de Poesia Visual Portuguesa e Internacional e Encontros de Performance em Portugal, Itália, França e no Brasil. É autor do “Soneto Ecológico”, uma obra de poesia ambiental constituída por 70 árvores plantadas em 14 filas de 5 árvores (4+4+3+3), numa área aproximada de 110×36 metros, em Matosinhos, 2005